domingo, 28 de agosto de 2011

Brand New Day


" I'm throwing rocks at your window
You're tying the bed sheets together
They say we are dreaming too big
I say this town's too small
Dream
Send me a sign
Turn back the clock
Give me some time
I need to break out
And make a new name
Let's open our eyes
To the brand new day
It's a brand new day

 I'm throwing rocks at your window
We're leaving this place together
They say that we're flying too high 
Well, get used to looking up
 Turn back the clock
Give me some time
I need to break out
                  And make a new name
                    Let's open our eyes
                   To the brand new day "


Excerto da música: Brand New Day - Ryan Star

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Psicologia de um Vencido – Augusto dos Anjos


Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.

Profundissimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância…
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.

Já o verme – este operário das ruínas -
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e á vida em geral declara guerra,

Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Pesadas Palavras

" não me decepciona... não me decepciona... não me decepciona... "


Começa como um simples eco
distante
antigo
que de tão antigo se torna companheiro amigo...

Aquele aperto sufocante
que te atrapalha a respirar,
a pensar, a andar, a começar
ter medo de errar, de cair,
de machucar,
de decepcionar...

Coisas pesadas...

" não me decepciona... não me decepciona... não me decepciona... "


Pesadas coisas...

Apesar do desespero,
da vontade de pedir arrego,
de querer me desmanchar de tanto chorar
e correr pra bem longe estar
quando você,
através do meu baixo eco gritar

" não me decepciona... não me decepciona... não me decepciona... "


Eu sei que vou ficar
e se precisar
aqui estarei pra sempre a escutar
sua voz sussurrar e ecoar... " não me decepciona... não me decepciona... não me decepciona... "

Mas se esperar me ver fraquejar,
por me arranhar parar de lutar,
e nos seus olhos olhar pedindo pra me amparar...

... vai me desculpar,
mas VOU te decepcionar!

Ó ser humano, Ó ser lacrimante, Ó ser ignóbil!

Chorar é fraquejar SIM.
Mas 'somos' humanos, a carne é fraca,
as ideias são fracas, tudo é fraco.

Não existe nada mais degradante que externalizar no derrame de lágrimas¹ que sentimos,
sofremos ou o que quer que seja, mas não somos (mesmo após anos e anos convivendo com isso)
nem capazes nem dignos o bastante para controlar, e o que é pior, não resolver o PRÓPRIO surto momentâneo mantendo a austeridade intacta, a cabeça erguida, os olhos fixos, lúcidos,
impenetráveis e secos.

Já sabemos disso. Não é necessária a
constante lembrança. (Até porquê não esquecemos.)

É para a fixação desse auto-controle, da confirmação da dignidade e austeridade adquiridas
que passamos pela infância; fase em que as lágrimas são permitidas justamente por estarmos começando, aprendendo, vivenciando, nos familiarizando com o externo e o interno (em tese, é claro).

Daí vem o meu gigantesco, visível e gritante asco para com o choro.
A ineficiência, a falta de praticidade e racionalidade dos seres humanos
irrita-me de forma agressiva e QUASE incontrolável.


 Ó ser humano, Ó ser lacrimante, Ó ser ignóbil!

¹ (Secreção jorrante da putrefação interna, nosso "calcanhar de Aquiles", 
aquilo que [d]eus criou como voz que ecoa: - Está aí a fragilidade, a impotência, a vergonha de serem pensantes, mas não racionais!)
Dignidade não significa não sentir.
É ter firmeza até mesmo quando se sente.

cala.te. e a.DOR.meça.


o desconforto
de tão irritado te deixa cego

nas partes pequenas
escondidas
e
mais dolorosas
agulhas insistem em cair

doi, doi, dor, oh
cala.te diante da provação

curve.se e agradeça
o chão de pregos que pisa


[as espumas te afundariam]

Prazer em ser,

totalmente o OPOSTO de vc!


Morta em vida...

...
já existem muitos nós...
nós que já não posso mais desfazer...

Começo a sufocar,
(tem alguém ai? por favor, alguém?)

O desespero que me toma conta não é aquele desespero desesperado
que vem e passa...
É aquele desespero calmo,
que faz questão de me ver começando a sussurrar,
gritar, chorar, definhar, agonizar...

(por favor, só preciso de...)

Por que fui engolir aquilo tudo?
por que não tentei lutar?
me salvar?
Não precisava ser assim
ou talvez... já nem sei...

Sabe aquele sufoco que não sufoca
mais fica te sufocando o tempo todo?

Aquele aperto que não é de verdade
mais destroi até a última gota da alegria
que você não tem mas finge estar sobrando?

Sabe quando engasgas em jejum?
com os próprios pensamentos...

(por favor, me ajuda... não me deixa assim...)

- ... Carpe Diem ...

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Destrui[ndo]r indivíduos

[Dedicado à Angela di Munno]

Traçamos nossos caminhos assim que descobrimos,
mesmo que de modo inocente, nossas preferências,
nossas inclinações. Começamos sem ao menos perceber.

Não existe um momento específico.
Independe da idade, do suporte familiar,
ou de qualquer outro detalhe externo.

Todos sabemos que existir não é lá muito difícil,
porém quando nos damos conta que esses caminhos já existem,
difícil mesmo, é sentir orgulho das formas que eles tomam.

Para existir só basta nascer.
Para viver precisa-se nascer,
mas não basta só existir.

Desenhar os caminhos independe da vontade própria ou alheia.
É como o pulsar constante do músculo cardíaco, não se tem controle.
Mas quando tiramos o direito de alguém de seguir o próprio caminho...


Seria o mesmo que ao longo dos anos, irmos acumulando pequenos ateromas
na parede dos vasos sanguíneos. O coração continua a pulsar, porém 
dia após dia deteriora-se. Destrói-se as fibras musculares irreconstituíveis.

É isso que se faz quando tenta-se impor a alguém, 
ritmo com passos maiores ou menores que o tamanho
e a largura dos caminhos, já desenhados, permitem...

Para matar-se um individuo, um ser humano,
não é necessário enfiar-lhe um punhal no músculo vital.
Seria, até mesmo, muita compaixão e bondade.

A dor das bolhas em carne exposta
de quem calça sapatos menores ou maiores que seus pés 
e ainda por cima é obrigado a seguir 
t  ro p eça  nd  o  e 

                camb
                        alean
                                 do 

por caminhos alheios,
é muito maior e perdura por muito mais tempo que a dor do punhal no músculo vital.


sábado, 13 de agosto de 2011

Post avulso. (Geração cursinho) [3]

Papeis.. listas... bedéis...
Tudo isso nos persegue
dsd as 7:10

qnt é a inscrição?
qnt é a viagem?
e o $ pro almoço?

o qq tá no edital?
vai dar tmp d vr tud e tal?
e o resumo d literatura
meu Deus q coisa obscura...

marcaram a data do vest.
disseram q cinética n vai dar..
o prof. ñ sabe explicar..
daí a gnt é q vai se estrepar...

ñ faz diferença.. 
p/vest. o negócio é estudar..
e depois rezar..  
pra cair só o q a gnt lembrar...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

minha última redação entregada dia 09/08/11

 

Identidade individual X Identidade coletiva
             
                O conceito da palavra 'identidade' vem sendo objeto de estudos e interessa a vários ramos do conhecimento - por exemplo, à sociologia, à filosofia, entre outros. Porém a definição mais conhecida e adotada ao genérico é: Junção das idiossincrasias de seres animados ou inanimados culminando na diferenciação do mesmos, quer diante do grupo das diversidades, ou ante seus semelhantes.
               Em nós, seres humanos, a linha entre o individual e o coletivo é tão tênue que vem se tornando cada vez mais difícil discernir o que é parte de nós, nossa personalidade, e o que vem de influências externas. Fato que se dá pelo constante bombardeio, desde tenra idade, das diversas ideologias, vertentes e formas de comportamentos a serem seguidos. Assim, somos encurralados e levados a pensar que certos valores e atitudes fazem parte do padrão correto a ser adotado.
               Frequentemente deparamo-nos com grupos que por já possuirem valores estabelecidos, somente nos aceitam se nos sujeitarmos em prol de adotar os mandamentos da coletividade. Mesmo que isso signifique a total anulação da nossa individualidade, que é um dos valores fundamentais de todo ser humano, é o que se espera que façamos.
               Acreditar que somente teremos valor perante os grupos estabelecidos se possuirmos determinados bens ou se pensarmos como os demais, não levando em consideração o que somos (ou pensamos) de fato, culmina na negação de nossa personalidade, fazendo-nos marionetes da vontade de outrem. Isso leva-nos à infelicidade e o completo vazio existencial, ou ainda pior: à felicidade aparente, falsa.
                Não somos o que compramos, nem os programas que assistimos. Nossos deuses não são jogadores de futebol ou participantes de reality shows. Somos únicos, pensantes, e como tal, distorcemos a "realidade" em nosso favor. Quem mutila a própria personalidade, tende a pagar o alto preço da ausência de identidade, que nada mais é que a distância de si para esmorecer perante a identidade grupal, sendo tratado como mera engrenagem que gira a vontade alheia.

domingo, 7 de agosto de 2011

Post que mereceu um post (7) [sic]

Eu estava parada no meio do nada. Uma forte luz ofuscava a minha visão. Eu não conseguia abrir os olhos. Tentei caminhar, mas meu corpo não obedecia aos comandos do meu cérebro. Eu estava paralisada. Tentei respirar fundo, mas senti uma dor enorme no peito. A forte luz ainda me incomodava, estava lentamente me acostumando com a claridade. Tapei os olhos com as mãos e tentei abri-los novamente. Eles arderam como fogo. Quando finalmente consegui abri-los, percebi que tinha uma pessoa deitada no chão a alguns metros de mim. Tentei perguntar quem era, mas nem eu mesma pude ouvir minha voz. Respirei fundo e percebi que a dor no meu peito havia desaparecido. Forcei meus pulmões e minha garganta e consegui falar com uma voz baixa e rouca:

- Quem está aí?

Não houve resposta alguma. Tentei caminhar e meu corpo respondeu lentamente. Minhas pernas tremeram quando dei o primeiro passo e por um momento não senti o chão sob meus pés, parecia que eu estava flutuando. Mas o vôo não durou muito tempo. Eu me choquei no chão como uma pedra, me apoiando em minhas mãos e joelhos, sentindo uma dor enorme que parecia querer me rasgar ao meio. Levantei com dificuldade, me esforçando para ficar de pé. Respirei fundo e dei um passo firme. Consegui me manter de pé. Olhei para frente e a pessoa continuava imóvel no chão. Gritei novamente, mas foi em vão. Dei mais um passo à frente, caminhando em sua direção, tentando distinguir sua fisionomia. Ela me parecia familiar. Caminhei lentamente e com muito cuidado.
Quando me aproximei daquele corpo imóvel à minha frente, senti meu estômago embrulhar e minha cabeça girar. Uma angústia terrível se abateu subitamente sobre mim. Eu conhecia aquela pessoa. Minha garganta estava seca. Fiquei paralisada. Meu rosto estava estático com uma expressão indescritível. Meus olhos se encheram de lágrimas. Me aproximei e me inclinei sobre o corpo. Não pude acreditar no que eu estava vendo! Aquela pessoa imóvel, estirada no chão, sem nenhum sinal de vida, tão pálida que chegava a doer os olhos ao olhar para ela, era... eu!



 

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

dos porquês que as flores morrem..

Diziam que era bela.
Belezas dessas que precisam de remendados adornos.
Toda quinta-feira tomava seu remédio.
E passava sorvendo-me os últimos pedaços de infância.
Época que as calçadas eram feitas de verdades eternas.
E os pecados ainda ficavam para os abraços dos cobertores.
Quantas vezes eu amei a novela e a ponte que trazia em seu corpo.
Um dia atravessei a ponte e os lápis perderam as cores.
Nascia a poetisa que não queria nascer, a poetisa meia, a poetisa não.
Bem vindo piso frio, rosto seco que sossega todas as grades.
Bem vindo homem de bem, atalaia das horas sem pressa.
Pro inferno o intelectual! 
Necessito de uma ignorância que me compreenda.
Que me dê o calor de novas cicatrizes.
Enquanto não descobrirem que estou aqui calada á margem da linha.
E que o ponto final só existe na poesia para quem ler.

domingo, 31 de julho de 2011

O passado que sou eu.

As luzes apagam-se
sentidos confundem-se..
 - Será isso ilusão? - talvez não.

Essa musica que cresce
- de quem é? - eu mesma fiz?!
Presa em minha própria mente
já não mais, vivo o presente..

Estive presa no passado
que me ataca, traiçoeiro
estava tão errada...
Com lembranças engasgadas

Que me cercam sem cessar

Enrolei-me comigo mesma
No passado que já fui
E não consigo deixar de ser...