terça-feira, 9 de agosto de 2011

minha última redação entregada dia 09/08/11

 

Identidade individual X Identidade coletiva
             
                O conceito da palavra 'identidade' vem sendo objeto de estudos e interessa a vários ramos do conhecimento - por exemplo, à sociologia, à filosofia, entre outros. Porém a definição mais conhecida e adotada ao genérico é: Junção das idiossincrasias de seres animados ou inanimados culminando na diferenciação do mesmos, quer diante do grupo das diversidades, ou ante seus semelhantes.
               Em nós, seres humanos, a linha entre o individual e o coletivo é tão tênue que vem se tornando cada vez mais difícil discernir o que é parte de nós, nossa personalidade, e o que vem de influências externas. Fato que se dá pelo constante bombardeio, desde tenra idade, das diversas ideologias, vertentes e formas de comportamentos a serem seguidos. Assim, somos encurralados e levados a pensar que certos valores e atitudes fazem parte do padrão correto a ser adotado.
               Frequentemente deparamo-nos com grupos que por já possuirem valores estabelecidos, somente nos aceitam se nos sujeitarmos em prol de adotar os mandamentos da coletividade. Mesmo que isso signifique a total anulação da nossa individualidade, que é um dos valores fundamentais de todo ser humano, é o que se espera que façamos.
               Acreditar que somente teremos valor perante os grupos estabelecidos se possuirmos determinados bens ou se pensarmos como os demais, não levando em consideração o que somos (ou pensamos) de fato, culmina na negação de nossa personalidade, fazendo-nos marionetes da vontade de outrem. Isso leva-nos à infelicidade e o completo vazio existencial, ou ainda pior: à felicidade aparente, falsa.
                Não somos o que compramos, nem os programas que assistimos. Nossos deuses não são jogadores de futebol ou participantes de reality shows. Somos únicos, pensantes, e como tal, distorcemos a "realidade" em nosso favor. Quem mutila a própria personalidade, tende a pagar o alto preço da ausência de identidade, que nada mais é que a distância de si para esmorecer perante a identidade grupal, sendo tratado como mera engrenagem que gira a vontade alheia.

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