sexta-feira, 11 de março de 2016

Resiliência

“a capacidade de um indivíduo em possuir uma conduta sã num ambiente insano, ou seja, a capacidade do indivíduo sobrepor-se e construir-se positivamente frente as adversidades”.


segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Relances

Curiosidade. Isso. Pura.

De entender o porquê
da infelicidade escondida
Quando o sucesso presente é nítido
E o futuro é evidente...

Ainda me surpreendo com essa arrogância
em pensar que nada foge aos meus olhos...

Tranquilidade. Uma palavra longa demais.
E um sentimento perigoso. Muito.
T-R-A-N-Q-U-I-L-I-D-A-D-E
É o que enxergo nas raríssimas vezes
que olho...

Porque curiosidade é só isso.
Percepções de relances.

É perigoso.
Como um poço coberto por água.
Então, já é tarde demais...

Ainda tenho vergonha. É verdade.
Mas é menor hoje. Como já disse,

Percepções de relances. Nada demais!


domingo, 16 de agosto de 2015

Das vergonhas alheias

Hoje olho as coisas
diferentes de como olhava ontem.
Vejo o mundo mais seco. Mais áspero. Bem mais bonito!

Não que, antes, não fosse assim.
Já era.

Estava presa em páginas inúteis
como num "prefácio" da verdadeira felicidade.
Hoje, vivo o enredo. Cheio de montanhas,
cheio de planícies e cachoeiras e reticências.

eu sinto vergonha
não consigo evitar.  Vergonha da fraqueza alheia
Muita

por ver que a maioria passa a vida
na página da "dedicatória".

Mas os tricíclicos estão ai.
Como uma mão invisível que segura essa e amassa as outras...















"A mais profunda forma de desespero é escolher ser outro que não si mesmo." Soren Kierkegaard (1813-1855)

sábado, 18 de julho de 2015

Isomeria imperfeita. (repost)

E eu a olho no espelho
fingindo que não mais a vejo
menina.. você não é.

Por que se trair assim?
vale a pena esse copo de Gim?
e você sempre disse que é um caminho sem volta.

E eu dizia que é só dar meia volta..
Então, você pergunta sobre a imagem que construiu
eu me calo e penso - de que adianta sendo que isso a destruiu?

Foge. Corre.
Esconda-se no tempo sem horas
nas alucinações da cana
de tudo aquilo que a mostra em pelo..

E eu,
eu continuo aqui.
olhando-a do espelho...

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Bilhete pro meu Suicídio... (repost)

Goiânia, 13 de Dezembro de 2010


Basta.
Enfim.

Meus sonhos já não mais existem.
O que [sou|era] já me dói, mas não como antes,
aquela dor de quem acredita e se corta
lutando por isso.
A dor agora é de um alguém comum.
De um alguém vencido.
É muito mais vergonha por ter caído de joelhos
aos pés da massificação do que dor.

A vergonha de mim mesma, dói muito mais que a própria dor.
Eu nunca tive vontade de jogar nada pro alto.
O medo da vergonha que cresce e de meu ser toma conta, anestesia meus membros.

Por que?

Não sei porque me mato.
Não sei se por vergonha,
Por medo,
Por dor ou
Se por muito de tudo isso...

Conviver com a dor da vergonha já não me é mais possível...
Não quando me obrigo a olhar no espelho todos os dias...

Por isso e por coisas mais, me mato hoje.
Me matarei amanhã e depois e depois....

Me matei a primeira vez, na verdade,
quando aceitei abster-me de meus valores
para que outros pudessem ratificar os seus.

MEUS VALORES.
Não os que tentaram incutir em mim.


me matei      me mato      me matarei

Gostaria de não ter eu mesma, me traído, me negado.
Fui Judas de mim mesma. Fui Pedro de mim mesma.

entre mim e o tempo...


O tempo que me ensinou os primeiros passos,
foi o mesmo que me fez dar os primeiros tombos...
O mesmo tempo que me fez ver um mundo inteiro,
foi o mesmo que me mostrou que esse mundo todo não é só pra mim...

O tempo que me convidou a sentir as melhores sensações,
é o mesmo que sempre as limita a poucas ocasiões...
O tempo que pra mim foi o dos melhores sorrisos, por me ensinar a soltar pipa,
também tirou-os de mim quando percebi que o vento as vezes para de soprar...

O mesmo tempo que na infância me trouxe brilho aos olhos,
é o mesmo que hoje me trás a idade,
a descrença e
olhos opacos...

terça-feira, 30 de junho de 2015

do que não fica pra trás...

e é como se o mundo estivesse num loop eterno.
não dá pra deixar lá atrás.
A certeza  do devir
não parece o bastante pra perceber que morreu lá.

Lá longe. Onde devia ter ficado.
sem buracos ou janelas pra ser acessado.
sem voz. numa rouquidão muda.

A mente trai. Heráclito devia ter sabido... O hoje vive
na sombra do ontem. Não importa o quanto se esforce
pro devir vir... junto com o "ah, esqueci".

Alguns dizem que aprenderam
outros que só se atrasaram e se magoaram..
eu fico com a segunda turma... e com um pouco da primeira.

mas ainda quero enterrar
num caixão de chumbo...



quarta-feira, 11 de março de 2015

Remorso

Remorso


Às vezes uma dor me desespera...
Nestas ânsias e dúvidas em que ando,
Cismo e padeço, neste outono, quando
Calculo o que perdi na primavera.

Versos e amores sufoquei calando,
Sem os gozar numa explosão sincera...
Ah! Mais cem vidas! com que ardor quisera
Mais viver, mais penar e amar cantando!

Sinto o que esperdicei na juventude;
Choro neste começo de velhice,
Mártir da hipocrisia ou da virtude.

Os beijos que não tive por tolice,
Por timidez o que sofrer não pude,
E por pudor os versos que não disse!

(Olavo Bilac)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

given up...

" Every night I empty my heart
but by morning it's full again
slowly droplets of you seep in
throught the nights soft cares

at down I overflow with thoughts
of us, an aching pleasure that
gives me no respite

love cannot be contained
the neat packaging of desire
splits asender, spelling carmezin throught my days,
long languishing

days that are now brused
tender with yanning
spent searching for a fingerprint
a scent, a breath you left behind... "

das minhas brigas com ele.

De tudo que era
acabou-se perdendo
Nas águas que xiam
e vão poderosas

Na dor e torpor
a pílula vence
todo dia a dose
saboreia descrente

Da ilusão que havia
no coração de menina
a vida se inclina
e mata, dia após dia

E o lítio amigo
torna ilícito
a euforia de antes
dos dias perdidos

Fecha os olhos
espelho da alma
opacos estão
não valem mais nada

Um dia se para
domar não é certo
a pílula mata


o eu bem de perto

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

fita adesiva.

e o tempo todo presa.
acorrentada a lugares sem horas
paredes descobertas
sorrisos sem sorrir.

e o mundo cobra
na chuva que nos molha
que gruda e nos mostra
e que me chama silenciosamente
e como que diz:


- não reclama. eu molho o que já não mais te serve. mesmo que você não veja.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

salve.se

Voa
e voa pra longe

Fica
se quiser que te peguem

corre,
não deixe que matem

Senta.
E espera que vem.
a dor de um dia ter sido,
verdadeiramente, alguém.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O querer

 
Quando tinha não queria
quando quer não tem
o mundo gira em torno disso
do desdém...

e as horas vão passando
pensamentos passeiam
por ruas habitadas por outros
e o coração não obedece

afoga o que te põe a nu
o que revela as insensatezes
desse querer que se mostra poderoso
que destroi a carne e te mostra inteiro

No meu sangue corre veias
velhas companheiras 
que não deixam sair
o fluxo 
desses quereres indizíveis

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Pedaço de mim


Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar

Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais

Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim 
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu

Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi

Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus

Chico Buarque

Porque a saudade me
seca a cada dia...



segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Canção - Cecília Meireles

Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
depois abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar.
Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre dos meus dedos
colore as areias desertas
O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho dentro de um navio...
Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.
Depois, tudo estará perfeito:
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.