quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

terça-feira, 8 de novembro de 2016

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Ao vento...

Se eu pedir,
Se eu pedir com cuidado
Se eu pedir por favor
Se eu pedir com os olhos
Se eu pedir com o coração


Se eu sussurrar,
Se eu sussurrar a minha saudade
Se eu sussurrar os meus desejos
Se eu sussurrar os meus planos
Se eu sussurar que a amo


Se eu mostrar,
Se eu mostrar a distância
Se eu mostrar nossos sorrisos
Se eu mostrar minhas lágrimas


Se eu pedir, por favor, de novo..
Se eu sussurar, minha saudade, de novo...
Se eu mostrar, minhas lágrimas, de novo...


Vento,
Se eu te der um nome... 
Você a traria pra mim?

A felicidade...


terça-feira, 18 de outubro de 2016

o cansaço da obsessão

De tudo que deveria ser dito
o melhor, Adeus.
A Deus.
aDeus

A obsessão corrompe o corrompido
reclama a alma dos envolta
enquanto distrai com o mel proferido

um tanto agridoce
gordura hidrogenada
pro EGO

Ah, o ego.
ferido
cicatrizado. áreas de anestesia.
processos hipertróficos.

o melhor,
suma
suma-se
consuma-se
de longe
muito
foda-se
A-deus.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Sobre durezas.

"das imensas coisas enormemente difíceis

é difícil dar adeus
não adeusinho
não até loguinho
não despedir-se dignamente
digo dar adeus como decepar a mão direita, porque está podre e em breve vai feder e gangrenar
dar adeus àquilo que vai permanecer embora decepado
mas que não pode continuar"

e.f

Via Eugênia Fraietta

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Cotidiano em Nánia...

Tenho uma lagartixa no meu banheiro.
Ela é pequena, creio eu que ainda seja adolescente.
É dessas brancas, quase transparente, e toda vez que a vejo
me lembro dos tempos de menina na escola quando me chamavam de
"lagartixa brancaaa, lagartixa brancaaa".

Acho-a tão engraçadinha que já pensei em pegar pra mim.
Mas olha que estranho, eu já a tenho.
Nos encontramos todos os dias a noite quando abro a porta do banheiro.
Ela toda preocupada, ressabiada, se esconde atrás da pia.
Mal sabe ela que eu sou assim também.

Decidi não tirá-la de lá. Seguimos as duas.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

A menina, ops.

Ela é uma moça bonita..
dessas belezas sorridentes,
barulhentas, inconvenientes

Pele branca como leite
tipo I de Fitzpatrick
sempre queima, nunca bronzeia

Anda amuada, fechando as janelas
guardando as inconveniências
Eu digo: para, moça. 

Ela diz: o inverno chegou

...

Chega disso menina...

Não posso mais te chamar de menina 
agora é mulher, mas ainda ser não quer

Então, arreganha logo essas portas, mostra os dentes
tira essa poeira cheia de passado que
te faz espirrar toda noite...

Vai varrendo. Vai limpando. Faz um pouco por dia
Olha que sol lindo lá fora, olha como o futuro pra você vai ser brilhante...
Para de esperar o verão.

A moça me deixa orgulhosa.. 
cada dia me escuta um pouquinho...
cada dia minha voz se torna mais alta e clara...

ela já abriu a metade de uma das cortinas.


segunda-feira, 11 de abril de 2016

Já vi amanheceres o suficiente pra entender que em algumas fases da vida eles são melhores que os anoiteceres...

sexta-feira, 11 de março de 2016

Resiliência

“a capacidade de um indivíduo em possuir uma conduta sã num ambiente insano, ou seja, a capacidade do indivíduo sobrepor-se e construir-se positivamente frente as adversidades”.


segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Relances

Curiosidade. Isso. Pura.

De entender o porquê
da infelicidade escondida
Quando o sucesso presente é nítido
E o futuro é evidente...

Ainda me surpreendo com essa arrogância
em pensar que nada foge aos meus olhos...

Tranquilidade. Uma palavra longa demais.
E um sentimento perigoso. Muito.
T-R-A-N-Q-U-I-L-I-D-A-D-E
É o que enxergo nas raríssimas vezes
que olho...

Porque curiosidade é só isso.
Percepções de relances.

É perigoso.
Como um poço coberto por água.
Então, já é tarde demais...

Ainda tenho vergonha. É verdade.
Mas é menor hoje. Como já disse,

Percepções de relances. Nada demais!


domingo, 16 de agosto de 2015

Das vergonhas alheias

Hoje olho as coisas
diferentes de como olhava ontem.
Vejo o mundo mais seco. Mais áspero. Bem mais bonito!

Não que, antes, não fosse assim.
Já era.

Estava presa em páginas inúteis
como num "prefácio" da verdadeira felicidade.
Hoje, vivo o enredo. Cheio de montanhas,
cheio de planícies e cachoeiras e reticências.

eu sinto vergonha
não consigo evitar.  Vergonha da fraqueza alheia
Muita

por ver que a maioria passa a vida
na página da "dedicatória".

Mas os tricíclicos estão ai.
Como uma mão invisível que segura essa e amassa as outras...















"A mais profunda forma de desespero é escolher ser outro que não si mesmo." Soren Kierkegaard (1813-1855)

sábado, 18 de julho de 2015

Isomeria imperfeita. (repost)

E eu a olho no espelho
fingindo que não mais a vejo
menina.. você não é.

Por que se trair assim?
vale a pena esse copo de Gim?
e você sempre disse que é um caminho sem volta.

E eu dizia que é só dar meia volta..
Então, você pergunta sobre a imagem que construiu
eu me calo e penso - de que adianta sendo que isso a destruiu?

Foge. Corre.
Esconda-se no tempo sem horas
nas alucinações da cana
de tudo aquilo que a mostra em pelo..

E eu,
eu continuo aqui.
olhando-a do espelho...

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Bilhete pro meu Suicídio... (repost)

Goiânia, 13 de Dezembro de 2010


Basta.
Enfim.

Meus sonhos já não mais existem.
O que [sou|era] já me dói, mas não como antes,
aquela dor de quem acredita e se corta
lutando por isso.
A dor agora é de um alguém comum.
De um alguém vencido.
É muito mais vergonha por ter caído de joelhos
aos pés da massificação do que dor.

A vergonha de mim mesma, dói muito mais que a própria dor.
Eu nunca tive vontade de jogar nada pro alto.
O medo da vergonha que cresce e de meu ser toma conta, anestesia meus membros.

Por que?

Não sei porque me mato.
Não sei se por vergonha,
Por medo,
Por dor ou
Se por muito de tudo isso...

Conviver com a dor da vergonha já não me é mais possível...
Não quando me obrigo a olhar no espelho todos os dias...

Por isso e por coisas mais, me mato hoje.
Me matarei amanhã e depois e depois....

Me matei a primeira vez, na verdade,
quando aceitei abster-me de meus valores
para que outros pudessem ratificar os seus.

MEUS VALORES.
Não os que tentaram incutir em mim.


me matei      me mato      me matarei

Gostaria de não ter eu mesma, me traído, me negado.
Fui Judas de mim mesma. Fui Pedro de mim mesma.

entre mim e o tempo...


O tempo que me ensinou os primeiros passos,
foi o mesmo que me fez dar os primeiros tombos...
O mesmo tempo que me fez ver um mundo inteiro,
foi o mesmo que me mostrou que esse mundo todo não é só pra mim...

O tempo que me convidou a sentir as melhores sensações,
é o mesmo que sempre as limita a poucas ocasiões...
O tempo que pra mim foi o dos melhores sorrisos, por me ensinar a soltar pipa,
também tirou-os de mim quando percebi que o vento as vezes para de soprar...

O mesmo tempo que na infância me trouxe brilho aos olhos,
é o mesmo que hoje me trás a idade,
a descrença e
olhos opacos...

terça-feira, 30 de junho de 2015

do que não fica pra trás...

e é como se o mundo estivesse num loop eterno.
não dá pra deixar lá atrás.
A certeza  do devir
não parece o bastante pra perceber que morreu lá.

Lá longe. Onde devia ter ficado.
sem buracos ou janelas pra ser acessado.
sem voz. numa rouquidão muda.

A mente trai. Heráclito devia ter sabido... O hoje vive
na sombra do ontem. Não importa o quanto se esforce
pro devir vir... junto com o "ah, esqueci".

Alguns dizem que aprenderam
outros que só se atrasaram e se magoaram..
eu fico com a segunda turma... e com um pouco da primeira.

mas ainda quero enterrar
num caixão de chumbo...



quarta-feira, 11 de março de 2015

Remorso

Remorso


Às vezes uma dor me desespera...
Nestas ânsias e dúvidas em que ando,
Cismo e padeço, neste outono, quando
Calculo o que perdi na primavera.

Versos e amores sufoquei calando,
Sem os gozar numa explosão sincera...
Ah! Mais cem vidas! com que ardor quisera
Mais viver, mais penar e amar cantando!

Sinto o que esperdicei na juventude;
Choro neste começo de velhice,
Mártir da hipocrisia ou da virtude.

Os beijos que não tive por tolice,
Por timidez o que sofrer não pude,
E por pudor os versos que não disse!

(Olavo Bilac)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

given up...

" Every night I empty my heart
but by morning it's full again
slowly droplets of you seep in
throught the nights soft cares

at down I overflow with thoughts
of us, an aching pleasure that
gives me no respite

love cannot be contained
the neat packaging of desire
splits asender, spelling carmezin throught my days,
long languishing

days that are now brused
tender with yanning
spent searching for a fingerprint
a scent, a breath you left behind... "