sábado, 3 de dezembro de 2011

Duvidando...

é como os vermes
que nascem pequeninos e crescem
de um dia para o outro
assim como o dos Anjos costumava
dizer.. somos mortais
e a morte,
ah, a morte
ela nunca será bonita!
do mesmo jeito que a morte
se aproxima sorrateira, lenta (para alguns)
as dúvidas brotam não sei do que
vindo não sei de onde
e começam a subir pra garganta
sufocando quem quer que seja
do mesmo jeito que os vermes fazem
que seja podre,
que seja finito,
que seja destruido
e não seja nada bonito.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

10.000 visitantes...

Um dia meu amigo Eduardo P.L me disse que
"... quanto mais profundos forem 
seus escritos, menor será a chance de 
alguém realmente os ler..."

Então, depois disso, para mim é um vitória
ter chegado aos mais de 10.000 visitantes!!

Muito obrigada a vocês que passeiam por aqui..

Continuem passando por aqui, pois são sempre muito bem-vindos!

Abraços da Extraterrestre!!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Parabéns, Eduardo!!!
























Desejo a você amigo Eduardo,
toda a felicidade possível!!
Que você continue essa pessoa engraçada, 
jovial e sincera que sempre foi!!

São os votos da amiga Extraterrestre!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

"Meus motivos"

E se um dia
eu me perder nos
motivos

aqueles que
eu tinha para
contiuar escrevendo

Não se preocupe.
Coloca-los-ei na
ordem alfabetica...

E começarei a reescreve-los
um por um, até que eu
já não tenha mais o que dizer.

Porém, ainda assim
escreverei sobre como é
não ter nada a escrever...

domingo, 6 de novembro de 2011

Alguém me ajuda???


Como boa aluna de cursinho que sou, costumo prestar bastante atenção
em todas as minhas aulas, em especial nas de literatura, na esperança
de agregar algum valor à minha literatura barata que você, querido leitor, está lendo agora.
Não costumo muito, como já devem ter percebido, incluir os leitores nos meus posts.
Não faço diálogos, nem textos "populares" - do tipo que tem milhões de views.
Prefiro a poesia - lá do meu jeito, mas o clássico sempre me atraiu mais.

Pois é, hoje resolvi abrir uma exceção. Até porquê, preciso de ajuda!!

Como ia dizendo, tenho três professores excelentes.
Eugênia Fraietta do blog bichodesetecabeças,Wellington Coelho e Maria Lúcia Peres - a popular Malu.
(Os melhores. A nata em literatura para Ensino Médio, quisa Ensino Superior - de Goiás.)

Então, vocês já devem imaginar que fico quase que vidrada nas aulas deles.
Por semana, tenho uma de cada. Contudo, nunca me senti tão desmotivada e triste
com a literatura como me senti essa semana. Tenho ruminado esse assunto desde terça.

Primeiro, foi com a aula da Eugênia.
Estávamos analisando a crítica do livro Uma Noite em Cinco Atos - Alberto Martins, ed. 34,
para o vestibular da UFG. Não sei o que aconteceu, mas tive a impressão de que minha
professora tem compartilhado das mesmas ideias do autor do livro.
Uma descrença quanto a poesia, quanto à literatura em si. O pensamento de que a poesia acabou,
de que não se tem mais espaço para os poetas, nem para qualquer coisa que demanda um pouco mais
de sensibilidade reina em absoluto no livro, e pelo jeito, também na cabeça da minha professora.
Pra mim, ficou evidente a descrença, principalmente em nós, os mais jovens quanto a
fazer algo que mude a triste realidade da poesia, da literatura.
Eu fiquei realmente chateada com as constatações e com a veemência dela ao repetir e repetir
que nós não damos a mínima para a poesia, que só lemos porque somos obrigados
pelo vestibular, e olha lá. Sei lá, acho que fiquei assim porque ela generalizou demais.
Tá, a aula acabou e até ai tudo bem. (Mentira, mas eu não podia fazer nada).
Depois era a aula do Wellington.

Fomos para o auditório, como de costume, e logo o professor começou a analisar outro livro que aparece no vestibular da UFG. Murilo Rubião, Obra Completa - Murilo Rubião, ed. Companhia de Bolso.
Então, como que confabulando com a Eugênia, ele começou com a total descrença na bondade do ser humano. Com a análise dos contos, "A fila" e "O Lodo", apesar de eu ter adorado quando li, 
meu dia acabou. Thomas More, Maquiavel, Hobbes, Rousseau, deviam ter ficado felicíssimos 
se tivessem assistido a essas duas aulas. 

Putz, definitivamente, voltarei a ler Nietzsche. Será que virei o tal do Sísifo?  Porque tenho me perguntado desde terça " o que que eu tô fazendo aqui nesse blog? se as coisas estão desse jeito, se quem devia acreditar já não acredita mais, por que continuo tentando escrever? pra que? pra quem? "
Eu gosto de escrever. Tudo bem que não sou um Murilo Rubião, um Alberto Martins e piorou um
Álvares de Azevedo da vida, mas eu tento colocar aqui o que vejo por ai...

Dai, depois de pensar muito, foi como se eu tivesse perdido a motivação pra continuar com o blog.
Então, por isso resolvi perguntar pros que ainda lêem. Vale a pena continuar escrevendo?
O Putz, e agora? tem alguma serventia?

domingo, 2 de outubro de 2011

vagas nítidas lembranças.


Costumava-se correr para que funcionassem as brincadeiras...
No tempo de criança tinha muita coisa que não era "val"
                                  Por exemplo: 

- Não é val olhar enquanto esta contando,
- Não é val bater carregada, porque não temos rede,
- Não é val ir pra dentro de casa ou sair da quadra,

                                         ...

No tempo de gente grande tem muita coisa que não é "val"
Mas no tempo de criança,
Respeitava-se, mesmo sem querer, o que não era "val"

No tempo de gente grande, esquece-se o significa "não é val"
E ai, trapaceia-se enquanto conta,
Bate-se carregada mesmo sem rede,
Corre-se pra dentro de casa e sai-se da quadra.

                                         ...

Tudo isso sem o menor medo de sair da brincadeira.

sábado, 24 de setembro de 2011

Post que mereceu um post (8) [sic]


Post do meu querido amigo e visitante constante

João Menéres do Blog Grifo Planante.
Espaço super criativo, design inovador.
João é um excelente fotógrafo, escritor e blogueiro!
(p.s.: lembrando que o português dele é Lusitano.)

Abraços da Extraterrestre, amigo!!


"

HÁ ANOS QUE PENSO ASSIM !



© Pablo Lobato 
( Ilustrador argentino )

Como Woody Allen, acho que era muito bom se assim fosse.
Só não tinha ainda imaginado como despareceria mesmo...


"Na minha próxima vida, quero viver de trás para frente.
Começar morto, para despachar logo o assunto.
Depois, acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa.
Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a reforma e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia.
Trabalhar 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável, até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo.
E depois, estar pronto para o secundário e para o primário, antes de me tornar criança e só brincar, sem responsabilidades. 
Aí torno-me um bébé inocente até nascer. 
Por fim, passo nove meses flutuando num "spa" de luxo, com aquecimento central, serviço de quarto à disposição e com um espaço maior por cada dia que passa,
e depois - "Voilà!" - desapareço num orgasmo."

                                                                                    "

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Entre sonhos, demônios soltos.


4 travesseiros dividem meu espaço.
Espaço que sequestra pontos.
pingos de pontos a muito trancados.

Que hoje vazam e se revelam dementes.
Em viscosa e rançosa nódoa negra.
Entre sonhos... .

Nas frestas de onde se prendia.
regia uma regra.
Regra que regia um limite.
O limite das frestas. Nada, nunca saiA

Agora no escuro nesse e desse espaço gotas me assombram
Revogando limites Reivindicando direitos [legítimos]
Caindo a compasso Fazendo-me rezar
Para a hora de deitar (demorar a chegar)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Senhas

Eu não gosto do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto

Eu aguento até rigores
Eu não tenho pena dos traídos
Eu hospedo infratores e banidos
Eu respeito conveniências
Eu não ligo pra conchavos
Eu suporto aparências
Eu não gosto de maus tratos

Eu aguento até os modernos
E seus segundos cadernos
Eu aguento até os caretas
E suas verdades perfeitas

Eu aguento até os estetas
Eu não julgo competência
Eu não ligo pra etiqueta
Eu aplaudo rebeldias
Eu respeito tiranias
E compreendo piedades
Eu não condeno mentiras
Eu não condeno vaidades

Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem



                         Adriana Calcanhotto

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

domingo, 28 de agosto de 2011

Brand New Day


" I'm throwing rocks at your window
You're tying the bed sheets together
They say we are dreaming too big
I say this town's too small
Dream
Send me a sign
Turn back the clock
Give me some time
I need to break out
And make a new name
Let's open our eyes
To the brand new day
It's a brand new day

 I'm throwing rocks at your window
We're leaving this place together
They say that we're flying too high 
Well, get used to looking up
 Turn back the clock
Give me some time
I need to break out
                  And make a new name
                    Let's open our eyes
                   To the brand new day "


Excerto da música: Brand New Day - Ryan Star

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Psicologia de um Vencido – Augusto dos Anjos


Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.

Profundissimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância…
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.

Já o verme – este operário das ruínas -
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e á vida em geral declara guerra,

Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Pesadas Palavras

" não me decepciona... não me decepciona... não me decepciona... "


Começa como um simples eco
distante
antigo
que de tão antigo se torna companheiro amigo...

Aquele aperto sufocante
que te atrapalha a respirar,
a pensar, a andar, a começar
ter medo de errar, de cair,
de machucar,
de decepcionar...

Coisas pesadas...

" não me decepciona... não me decepciona... não me decepciona... "


Pesadas coisas...

Apesar do desespero,
da vontade de pedir arrego,
de querer me desmanchar de tanto chorar
e correr pra bem longe estar
quando você,
através do meu baixo eco gritar

" não me decepciona... não me decepciona... não me decepciona... "


Eu sei que vou ficar
e se precisar
aqui estarei pra sempre a escutar
sua voz sussurrar e ecoar... " não me decepciona... não me decepciona... não me decepciona... "

Mas se esperar me ver fraquejar,
por me arranhar parar de lutar,
e nos seus olhos olhar pedindo pra me amparar...

... vai me desculpar,
mas VOU te decepcionar!