sábado, 29 de janeiro de 2011

Segundos de coragem [2]




... e de repente com  uma palavra,
uma frase, um sorriso, um gesto mal intencionado
toda a minha coragem que outrora se fragmentara, recompõe-se!

Aquela felicidade,
aquela certeza de que vai ficar tudo bem,
a força pra dizer; - Sim, por que não?!
tudo isso supita dentro de mim...

Nos meus olhos, labaredas de chamas
avisam que giros como estão posso conseguir tudo!

Beijos, tapas, brincadeiras, abraços, amaços
tudo se junta em uma só palavra; vontade...

Coragem...

Porém basta somente um segundo
pra que ela se esvaia novamente
no simples fato da lembrança,
uma pergunta...

-Coragem pra que? de que?

Então aquilo que chamo de inferno interno começa a gritar:

-Depois virão as consequências... lembre-se, haverá um depois...
Dormir na vontade as vezes é melhor que acordar no arrependimento...
Imagina o que eles vão falar se descobrirem?! Não vale tão a pena assim!
Raciocina... não é isso que você quer é? é esse o nome que quer carregar?

Então eu digo... - Espera... não, hoje não...



Segundos de coragem [1]

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Lá no fundo:

Já pensei que gostava...
Já pensaram que eu gostava...

E no fim eu não queria era nada!

Já pensei que tinha me arrependido...
Já perguntaram se eu tinha me arrependido...

E no fim eu não tinha me arrependido de nada!

Eu acho que sou complicada...
As pessoas continuam me achando complicada...

Mas no fim eu sou só um potinho cheio de surpesas que pra sair estão desesperadas!


domingo, 23 de janeiro de 2011

Das coisas que ainda não sei

5 de Espadas

5 de Espadas
                         Aprendendo a dar limites

O 5 de Espadas como arcano de conselho para este momento de sua vida solicita que você saiba se dar os devidos limites dentro do que você pode e do que não pode fazer, Mariana. Não ponha o carro na frente dos bois, nem assuma mais compromissos ou responsabilidades do que você (humanamente) pode. Não se superestime e aprenda a colocar limites em seus próprios movimentos. Agir com prudência agora é a chave, ainda que você se irrite e ache a prudência algo um tanto quanto “covarde”. Encare o que é possível fazer, antes de seguir adiante. Ao contrário do que você pensa, reconhecer e respeitar os próprios limites não é um ato derrotista e sim um ato adulto que lhe permitirá futuramente ultrapassar as coisas que lhe incomodam tanto interna quanto externamente.

Conselho: Aprenda a respeitar seus limites temporários.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Os outros momentos ( que não são os de coragem)


Sabe quando tudo parece estar perfeito,
mas é como se sua cabeça estivesse cortada no meio?

Quando tá tudo pronto, a festa tá linda,
os balões todos cheios, e você sentada lá
no canto com aquela sensação de medo?

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Eu vejo as cores...

[Tem coisas que eu queria não saber...
Tem coisas que eu queria não ter aprendido...
E tem coisas que eu queria não ter que ver].

 Eu realmente queria pensar em fitas...
coloridas, brilhantes, grandes, pequenas...

Pontinhos coloridos no céu 
cinza de fumaça,
eu sinto as cores 
que mesclam os pecados da noite...
O rasto da luxuria embriaga 
e impregna o uivo dos andarilhos!





Eu vejo o som fétido e liquido do suposto divino
se espalhando como praga em manhãs de domingo!
Como fumaça de veneno mortal, anjos caem, demônios sobem,
anjos morrem, demônios correm...


Cores se misturam
confundem-se,
confundem-me!

Já não sei o que é vermelho o que é azul
o que é bem o que é mal
e assim continuo olhando, apreciando e depreciando
os infindos feixes eletromagnéticos da tarde...

Verdade

"A purificação pelo sofrimento é menos dolorosa que a situação que se cria a um culpado por uma absolvição impensada."
                                     Dostoievski


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011



Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!

Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro.

Mário de Sá Carneiro

sábado, 8 de janeiro de 2011

A teconlogia nos faz melhores?



Bill Gates me livre

Que dia! Não agüento mais estas redes de teletransporte! Até parece que voltamos ao “meu tempo”, aquela época, mais ou menos, de 2007, ou 2008, em que se tinha aquilo que costumávamos chamar de tecnologia. Que nada! Tudo sempre dava problema. As coisas não eram tão precisas como hoje em dia. Será?! Também não era para menos. Quase um século depois, havia mesmo muito o que mudar.
Apesar de todo esse avanço tecnológico, essas máquinas, de vez em quando, insistem em dar problemas. Coisa mais obsoleta! Como se não bastasse uma, esta é a segunda vez que isso me acontece. Da primeira, lembro-me bem. Acabava de me teletransportar para New Capital, aquela ilha que construíram no meio do Pacífico, e, quando dei por mim, estava calçada com apenas um sapato. O outro, descobri depois, fora extraviado para a rede Antártida-34. Dele nunca mais tive notícias.
Desta vez foi pior. Aliás, muito pior. De manhã, logo que acordei, convidei o andróide ZK para me acompanhar até a Estação Nuclear Terrestre, pois precisava resolver uns problemas. Após receber um delicado não, me lembrei de como era boa a época em que nós, os humanos, tínhamos controle sobre os sentimentos e as vontades desses robôs implicantes. Então, aprontei-me logo, pois iria sozinha e pretendia retornar a minha cuba o quanto antes. Programei o computador para ativar a rede de teletransporte e logo me desmaterializei. Quando cheguei à Estação, o estrago já estava feito.
Durante a reunião, comecei a sentir um cansaço inexplicável e uma dor horrível nas articulações. Só tinha uma explicação: as pílulas rejuvenescedoras de complexo antioxidante! Como o sapato elas haviam sido extraviadas para outra rede e, desta vez, eu nem quis saber qual. Comecei a sentir todos os sintomas de um velho, ser que nem mais existe, poderia sentir. Saí apressada rumo ao primeiro laboratório que encontrasse na minha frente. Entreguei meu chip, com todos os dados de meu metabolismo, à equipe de emergência para que, quase à pronta entrega, fabricassem as milagrosas pílulas.
Que dia! Envelheci uns bons anos. Mais algumas horas e estaria tudo perdido. Uma vida social inteira seria jogada pela janela. O que seria de mim? Uma velha em pleno século XXII! Um fóssil em pessoa, um animal em extinção. Gates me livre!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Além - Tédio




Nada me expira já, nada me vive - 
Nem a tristeza nem as horas belas. 
De as não ter e de nunca vir a tê-las, 
Fartam-me até as coisas que não tive. 

Como eu quisera, enfim de alma esquecida, 
Dormir em paz num leito de hospital... 
Cansei dentro de mim, cansei a vida 
De tanto a divagar em luz irreal. 

Outrora imaginei escalar os céus 
À força de ambição e nostalgia, 
E doente-de-Novo, fui-me Deus 
No grande rastro fulvo que me ardia. 

Parti. Mas logo regressei à dor, 
Pois tudo me ruiu... Tudo era igual: 
A quimera, cingida, era real, 
A própria maravilha tinha côr! 

Ecoando-me em silêncio, a noite escura 
Baixou-me assim na queda sem remédio; 


Eu próprio me traguei na profundura, 
Me sequei todo, endureci de tédio. 

E só me resta hoje uma alegria: 
É que, de tão iguais e tão vazios, 
Os instantes me esvoam dia a dia 
Cada vez mais velozes, mais esguios... 

Mário de Sá-Carneiro, in 'Dispersão'


segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Pra um começo de semana.. e continuação da vida...





Mantenha a calma,
quem compreende o sentido da vida
sabe que nada tem inicio e nada
tem fim, portanto não fica angustiado.

Luta pelo que acredita sem tentar provar
nada a ninguem, guardando a calma
silenciosa de quem teve a coragem
de escolher o próprio destino!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Pra vocês

Olá pessoas!

Já que é de praxe,

(mais eu realmente desejo)

Feliz natal e um próspero ano novo pra todos!!!

Obrigada aos que me leem aqui... Esse foi um ano
bastante produtivo pra mim dentro da literatura... (apesar de fajuta rsrsrs)

Ficarei fora por um tempinho, mas assim que der,
mesmo sumida darei um jeito de aparecer!

Um grande abraço aos amigos [vcssabemquesãovcs!]
e beijão da extraterrestre aqui,

Mariana Vargas.

sábado, 18 de dezembro de 2010

do bichodesetecabeças


não possuímos nossa pessoa


"Se queremos encontrar a nós mesmos, 
não podemos descer ao nosso íntimo; 
temos que ser buscados fora, sim, fora de nós. [...] 


Não possuímos nossa pessoa; ela nos sopra de fora, 
foge-nos por muito tempo e volta-nos num sopro."

(Emil Staiger em Conceitos fundamentais da poética)



do Blog bichodesetecabeças da Gê.